Jean Wyllys reclama do salário que recebe como deputado, afirmando que não é excessivo
fonte: Folha Política| Créditos: Bruno Santos / Terra |
Em entrevista
ao jornalista Marcelo Tas, Jean Wyllys queixou-se do salário que recebem
os deputados, afirmando que não é muito e que as pessoas deveriam, em
vez de questionar este tema, criticar os salários que recebem
empresários de grandes corporações e pastores.
Afirmou que
recebe o mesmo valor de quando era professor universitário, não
considerando, portanto, a remuneração "excessiva". "Para o tanto que eu
trabalho, não é excessiva, tenho de pagar muita coisa, contribuição
partidária, imposto (..) e sobra uns R$15 mil".
Desviou o tema
para os altos e "obscenos" salários pagos a executivos e, ao ser
questionado por Tas quanto à origem de tais pagamentos, acusou as
isenções fiscais concedidas a grandes empresas. "Essa sociedade não
questiona o salário dos executivos e querem questionar o salários dos
deputados". Afirmou que os valores são "obscenos".
Durante a entrevista, predominou o tom de reprovação ao salário recebido e em momento algum afirmou ser suficiente, alegando que não é excessivo pela quantidade de trabalho e que receberia a mesma renda de quando era professor.
O deputado pareceu ignorar todos os auxílios além do salário, além de, aparentemente, superestimar o salário de um professor universitário, o qual equivaleria, segundo ele, ao de um deputado. Ademais, foi agressivo ao retrucar propostas de redução de salário de políticos, reclamando que os cidadãos "não pensam" no salário de executivos.
Durante a entrevista, predominou o tom de reprovação ao salário recebido e em momento algum afirmou ser suficiente, alegando que não é excessivo pela quantidade de trabalho e que receberia a mesma renda de quando era professor.
O deputado pareceu ignorar todos os auxílios além do salário, além de, aparentemente, superestimar o salário de um professor universitário, o qual equivaleria, segundo ele, ao de um deputado. Ademais, foi agressivo ao retrucar propostas de redução de salário de políticos, reclamando que os cidadãos "não pensam" no salário de executivos.
Sobre salários
de funcionários públicos que receberiam salários acumulados, disse:
"(...) acho que pode haver excesso, mas é direito deles também, se a
gente não corrigiu isso antes, não sei como vamos fazer agora".
Após tais
declarações, concedidas na quinta-feira e publicadas no portal Terra,
diversos cidadãos, entre eles cristãos, criticaram a postura de Wyllys
no Twitter. Como resposta, afirmou: "Nunca vi, em minha timeline,
os 'cristãos' tão preocupados com o salário de um deputado, mas não com
os lucros obscenos de seus pastores".
Posteriormente a
investigação apresentada por internautas, descobriu-se que Jean Wyllys,
além do salário de R$26723,13, recebeu, também, diversos reembolsos -
pagos pelo cidadão -, os quais incluem R$200,00 em uma refeição à beira
da praia, R$150,00 em uma churrascaria, casas de chopp, cafés em
aeroportos, entre outros. Apresentou, também, em maio de 2013, R$4000,00
de despesas pagas pelo contribuinte apenas em locação de veículos.
Em resposta à repercussão de tais afirmações, Jean Wyllys asseriu que isso decorre de "difamadores burros".